quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Do pouco que sei
do pouco saber
do pouco que tenho
do muito te dei
acima de tudo amei
em silêncio meu amor sufoquei
além de mim
amor meu
te guardei
não busquei
não te dei
do pouco que sei
de ti
do teu cheiro
do teu olhar
do teu amor por mim
do pouco que sei doce amor
do muito que te dou
apesar do pouco saber
apesar do muito querer
em teu casulo se guardou
do pouco que sei
você contigo levou
Vou dar um tempo
pensei em não pensar
desejar
sonhar
entregar
como viver sem entrega
sem sonhos
sem te esperar
sem teu amor?
apenas irei me afastar
vou dar um tempo
chega de dor
a espera dói
fere
angustía
maltrata
vou dar-te um tempo
borboleta
voltando a ser lagarta
Na busca de ti, encontrei
Vaguei
Em busca do teu amor
vacilei
Em busca de uma palavra
Calei
E nesta busca
não encontrei
Busca vazia
busca sozinha
buscando você
buscando o porquê
nesta busca
perdi você
na busca de ti
encontrei a mim...
Ser
ser seu
ser meu
ser o ar
ser o mar
ser o sonho
ser a alma
ser o gozo
ser o amor
ser a dor
ser o cura tua dor
ser o que teu causa dor
ser a que te devolve o amor
ser tua
simplesmente tua
e nada mais
além de ser
teu ser
Morte
ao me oferecer abrigo
ao se fazer amigo
morte que se faz presente
diante de um coração descontente
diante do amor ausente
Romeu e Julieta
Tristão e Isolda
amores que a morte levou
amor que a morte ultrapassou
através do tempo
através do vento
morte....
o amor te superou...
Eu espero
isolada
por vezes amargurada
espero
espero por ti
espero por mim
espero
o amor
que me afaste a dor
espero amar
espero sonhar
espero acordar
despertar
até o infinito
amar
em teus braços acordar
espero deixar de esperar
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Do Outro Lado

Do outro lado
Hoje minhas lagrimas se transformam em orações
São lagrimas não de desespero
Mas sim de uma lembrança, vivida e revivida várias vezes em minha memória
Momentos de alegria e comunhão com quem hoje já não esta mais aqui.
Esse do outro lado...
Não significa necessariamente a morte do corpo ou a transferência da alma.
Muitos morrem quando decidem ir de nossas vidas.
Ou quando decidimos que se vá...
A morte em todos seus mistérios me é subjetiva.
Morre-se e se nasce tantas vezes.
Quantas vezes morremos para alguém e renascemos para outrem?
Quantas vezes matamos alguém e deixamos que outro renasça em seu lugar?
Quem sabe sobre os mistérios?
De sentimentos, de perdas muitas vezes mascaradas de ganhos. Que nem percebemos...
Somente a vida pode responder a morte.
A vida, esta em toda sua magnitude.
Somente ela é capaz de desvendar seus mistérios.
Por que a vida sempre vence.
Aqui.
E do outro lado.
Sandra Vieira
Bom Dia!
Por hoje chega...

Por hoje chega de tanta hipocrisia
Sorrisos sofistas
Por hoje chega de conformismo
De falta de amor ao proximo
Por hoje chega de preconceito
Que machuca tanta gente
Por hoje chega de fome
por tanta gente que se julga melhor e nada divide
Por hoje chega de cativeiros
Onde aprisionamos e somos aprisionados
Por hoje e para sempre
Eu desejo a liberdade
Eu desejo a igualdade à todos
Eu desejo vida
E vida em plenitude
Sandra Vieira




