terça-feira, 19 de outubro de 2010
Nosso último encontro
não sei dizer
o que senti
não sei quais foram teus sentimentos
teu olhar invadiu minha alma
olhos doces
foi assim
sem palavras
apenas olhar
mas foi
tudo
acredite
guardo esta lembrança
no meio à multidão
teu olhar encontrou o meu
ah, quanta falta senti de você
nosso último encontro
nosso último olhar
e que olhar
e que encontro
te guardo sempre
mesmo sabendo- o impossível
ainda aguardo
nosso encontro
(Rita Cherutti)
Falta
falta de mim
falta de nós
falta até mesmo
sentir tua falta
falta palavras
falta abraços
entrelaços
falta eu
falta você
falta nós
(Rita Cherutti)
Das minhas vontades...

Ja tive vontade de fugir
Ja tive vontade de ficar
Outras de sumir
Outras de me impor
Ja tive vontade de procurar
Ja tive vontade louca de ver
Mas so sei amar assim
Deixando livre...
Não porque sou boazinha não...nada disso
Quero tudo
Inteiro
De corpo e alma
Por vontade própria
Por desejo
Por amor
O meu amor é assim...borboletas coloridas
Dançando..
Livres na sua busca
Livre em sua intensidade
Hoje quero amar
Hoje quero amar não de mentirinha...
Quero amor de verdade
Com alma,corpo e razão.
Em toda plenitude do amor que emerge de minha alma
Esse amor que esta aqui...
Guardado somente
Para alguem...
Sandra Vieira
Aut inveniam viam aut faciam
Essa máxima sempre me trouxe grande significação
Ou encontro o caminho, ou eu mesmo o abrirei.
O caminho é traçado por mim, embora tenha seus imprevistos
Eu decido se me conformo ou não
Escolhemos o que queremos passar e como passar quando não tem jeito de evitar uma situação
Através do autoconhecimento
A escolha sempre foi e sempre será nossa
Nessa jornada através desse caminho encontraremos muitas pessoas
Muitos tropeços
Umas com um bem maior outras em um bem menor
Todas tentando encontrar seu caminho
Errando e acertando
Amando e machucando
Todas inseridas na evolução singular, de cada um com seu mundo
Vamos assim abrindo trincheiras
Tirando as pedras
E como diz nosso grande Pessoa
Com cada uma delas farei meu castelo
Sandra Vieira
sábado, 16 de outubro de 2010
CADÊ VOCÊ, MEU POETA?

Cadê meu poeta?
Seduziu, prometeu,
Afagou, desapareceu,
Partiu.
Então, meu guri, o que é feito de ti?
(E tinha um baile, um café, uma valsa, um luar, um abraço...
Tanta promessa e tanta mentira, que cansaço!).
E então,
Sumiu,
Foi abduzido?
Três vezes por dia, falava comigo.
Era tão meigo,
Tão querido...
Será que o encanto acabou?
E, alguma outra, meu lugar ocupou?
Na hora da verdade, do vamos ver, do olho no olho...
Pois é...
Cadê meu escritor?
Nenhum livro, só desamor!
Continuei tola,
Esperando,
Ele, assim, iludindo, enganando.
Sei que estou
irremediavelmente só,
Numa casa vazia,
Aguardando
Falso poeta
Concreta solidão
E ninguém me amando.
Agora eu me pergunto
De que adianta ser
Musa sem poeta,
Médica sem paciente,
Alvo sem seta,
Sol sem poente?
Namorada sem amado,
Vestido de baile,
Num cantinho, amassado?
AMOR FUGAZ

Com um Amor Fugaz.
E te replico: Não, jamais!
Suplico que não,
Não faças isso comigo!
Nem como amante, nem como amigo.
Será que sabes, tens alguma idéia,
Do que significa a palavra fugaz?
Eu te quero e te preciso
Com um amor delicado,
De calor, doçura e paz.
Nunca um amor rápido, veloz
Tudo tem que ser calmo e suave entre nós
Ouvi de ti que este era o momento certo,
Concluo, pois, que o caminho está aberto
E nada pode fechar a nossa estrada.
Sei que mereço uma janela enluarada
E não um atalho,
Que é falso e falho.
Desses que terminam breve,
E no coração nunca se escreve.
Quero contigo a tranqüila companhia,
A serena sabedoria
Do meu melhor amante,
Mas sem a rapidez da juventude de antes.
Agora é o momento precioso
De saborear o fruto gostoso,
Que a maturidade nos deu.
Vai, apanha-o logo, sabes que é todo teu.
Assim, a transitoriedade aqui é proibida,
Porque nossa vontade foi sentida e consentida.
Nos limites da certeza e da razão
Transbordou, da beleza, a paixão.
Porque nos desejamos desde sempre
Toma o sempre como o oposto de fugaz
Eu te ensino, é assim como se faz.
Garanto que é muito mais bonito,
Ontem, agora, até o infinito.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Meu coração, minha riqueza
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Na ronda dos pensamentos - por Themis Groisman Lopes

Surgiste em minha vida
como uma luz envolvente
que me iluminou
e, então, percebi
que estivera no escuro.
O vento embala
a nuvem
nos braços do infinito
e ela chora.
Eu te embalo
nos meus braços,
que são pó,
e tu sorris...
Alguém se zangou
com a vida,
mas ela continuou
inalterável.
O sol despede-se da terra
na hora do horizonte...
Sei que ele voltará
No trem da madrugada
e espero que tu voltes..........
por Themis Groisman Lopes




